A pavimentação da Serra do Corvo Branco, entre Grão-Pará e Urubici, está na reta final. A previsão da Secretaria de Estado da Infraestrutura é concluir os principais serviços entre o fim de novembro e o início de dezembro, permitindo a liberação completa do trecho após a finalização dos trabalhos e dos dispositivos de segurança.
Em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias, nesta sexta-feira (16), o engenheiro Ricardo Costa, coordenador regional da Secretaria de Infraestrutura no Planalto Serrano, atualizou o andamento da obra e explicou as etapas que ainda precisam ser executadas.
Com 9,4 quilômetros de extensão, a obra foi dividida em três segmentos. Os 5,5 quilômetros entre Urubici e a fenda já estão pavimentados com asfalto, com sinalização, sarjetas, defensas e ciclovia. O mesmo ocorre no trecho de 1,3 quilômetro entre Grão-Pará e o pé da serra.
O segmento entre a fenda e o pé da serra, com 2,6 quilômetros, recebe pavimento de concreto rígido. Inicialmente, o projeto previa esse tipo de revestimento em apenas 300 metros, mas uma alteração ampliou a extensão para melhorar a segurança e a durabilidade da rodovia.
“Fizemos um aditivo qualitativo para melhorar a segurança, a qualidade e trazer mais durabilidade para essa obra”, explicou Costa.
Segundo o engenheiro, a etapa de pavimentação em concreto está próxima da conclusão. A estimativa é que restem aproximadamente 230 metros de pista a concretar entre o fim de outubro e novembro. Além disso, dois dos sete pontos emergenciais identificados durante a execução ainda precisam ser concluídos, com prazo previsto até 15 de novembro.
Os pontos emergenciais foram necessários após deslizamentos provocados pelas chuvas ao longo da execução da obra. As ocorrências exigiram intervenções adicionais, elaboração de projetos e contratação de serviços específicos, contribuindo para a ampliação do prazo.
Depois da conclusão da pavimentação e das intervenções emergenciais, as equipes deverão finalizar a sinalização, a pintura, as sarjetas e as defensas de concreto previstas para a serra.
A estrutura de proteção terá base de 50 centímetros e altura de um metro, conforme detalhou o coordenador regional.
Embora exista a possibilidade de uma liberação parcial após a conclusão dos principais serviços, Costa ressaltou que a decisão depende da garantia de condições seguras para os motoristas.
“Um dos motivos pelos quais não conseguimos fazer uma liberação parcial é a questão da segurança. Precisamos ter muita coerência e cautela nesse momento”, afirmou.
O engenheiro destacou que a circulação antes da conclusão das pistas e da instalação das defensas poderia representar riscos, especialmente para condutores sem experiência em estradas de serra.
A expectativa da Secretaria é que a rodovia reúna condições para a liberação completa entre o fim de novembro e o início de dezembro, período em que também poderá ocorrer a inauguração da obra.
As condições climáticas seguem como um dos desafios para o andamento dos trabalhos. De acordo com Costa, as chuvas dificultam a execução dos serviços, principalmente em uma área de serra, mas a empresa responsável tem aproveitado os períodos de tempo firme para avançar na obra, inclusive aos fins de semana.
O engenheiro também destacou que, apesar do volume de chuva registrado nos últimos meses, não foram identificados novos deslizamentos nos trechos já trabalhados.
“Esses acontecimentos também trouxeram mais qualidade para a nossa obra. Em praticamente dez meses, tivemos muita chuva e não registramos nenhum deslizamento novo”, afirmou.
Fenda do Corvo Branco pode ser visitada
Durante a entrevista, Costa esclareceu que os visitantes que desejam conhecer a famosa fenda da Serra do Corvo Branco podem acessar a área pelo lado de Urubici, seguindo em direção à serra.
Segundo ele, há estacionamento próximo à fenda e um acesso delimitado por cerca que conduz os visitantes até um mirante na primeira curva. Do local, é possível observar a paisagem e acompanhar parte dos trabalhos realizados na região.
A visitação, no entanto, deve respeitar os espaços delimitados e as orientações de segurança, sem acesso às áreas de execução da obra.
Ao final da entrevista, o engenheiro agradeceu a compreensão da população e reforçou que os trabalhos estão na fase final. A conclusão permitirá ampliar a segurança e melhorar as condições de circulação em um dos trechos turísticos mais conhecidos da Serra Catarinense.

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