A polícia indiciou quatro funcionários do Instituto de Metrologia (Imetro) de Santa Catarina por extorquir um empresário do estado. A reportagem do Estúdio Santa Catarina de domingo (9) exibiu um vídeo que mostra a negociação entre ele e os servidores. A presidência do órgão diz que os servidores foram afastados. Já o advogado nega as acusações.
As imagens exibidas são das câmeras de segurança de um estabelecimento e mostram dois funcionários do órgão entrando em uma empresa que faz manutenção de equipamentos hospitalares. Eles disseram que estavam ali para uma fiscalização e apontaram supostas irregularidades para o dono.
Os dois servidores são Nestor Luiz Silveira, coordenador regional do Imetro em Joinville, no Norte do estado, e Luis Fernando Salvi , coordenador regional do órgão em Tubarão, no Sul de Santa Catarina. Quando o empresário pediu orientação para atender às exigências, ficou surpreso com a resposta.
“‘Teu prazo para ser ajudado é até amanhã. Amanhã você se dirige até São José [na Grande Florianópolis] e conversa com o Adeodato'”, relatou o empresário sobre o que foi dito a ele. Depois disso, ele conta que foi até a sede do Imetro em São José, onde falou com Adeodato Matos de Oliveira, diretor de metrologia legal.
“Falei: você tem que dizer para a gente qual o direcionamento. Até que no final ele cedeu e disse. ‘Eu vou ajudar vocês. Vocês estão liberados e eu vou entrar em contato nos dias subsequentes'”, relatou o empresário.
Dias depois, o empresário recebeu ligações de outro funcionário do Imetro, Robson David, assessor da presidência do órgão. Ele o chamou para uma nova reunião em São José, mas desta em vez em uma churrascaria. “‘Vamos te ajudar, mas precisamos da contrapartida’. Falou que tinha uma meta a ser cumprida. Ele ameaçou uma multa de R$ 150 mil e perguntou quanto eu poderia dar”, disse o empresário.
O valor acertado foi R$ 20 mil. Com esse pagamento, além de não ser multada, a empresa passaria a ser uma permissionária do Imetro. Ou seja, teria o poder de certificar a segurança dos equipamentos hospitalares nos quais faz manutenção. Depois do encontro na churrascaria, as negociações continuaram por telefone. O empresário gravou as conversas. Em uma delas, Robson, assessor da presidência, pede o dinheiro.
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