A Prefeitura de Criciúma lançou o aplicativo Criciúma+, uma nova ferramenta voltada, neste primeiro momento, à divulgação de informações e serviços da Defesa Civil. O objetivo é facilitar o acesso da população a orientações oficiais, especialmente diante de eventos climáticos que possam afetar o município.
Durante entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (16), o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, explicou que a plataforma reúne diferentes recursos. Entre eles estão boletins meteorológicos, abertura de ocorrências, cadastro de voluntários, informações sobre abrigos previstos no plano de contingência e canais para contato direto com a Defesa Civil.
Segundo Fred, o aplicativo foi desenvolvido com uma interface considerada intuitiva, com botões direcionados, letras maiores e recursos pensados também para acessibilidade. Pelo sistema, o morador pode, por exemplo, escolher entre ligar para o telefone 199 ou entrar em contato pelo WhatsApp da Defesa Civil.
A abertura de ocorrências também pode ser feita pelo aplicativo. O usuário preenche seus dados e descreve a situação enfrentada. A solicitação é encaminhada ao sistema da Defesa Civil como uma pré-ocorrência, permitindo que a equipe faça a análise e dê encaminhamento ao atendimento.
Informação municipal
Fred Gomes também destacou que o Criciúma+ não substitui os trabalhos das Defesas Civis estadual e federal. Segundo ele, cada esfera possui responsabilidades diferentes. Enquanto os órgãos estadual e federal trabalham com informações mais abrangentes, a Defesa Civil municipal acompanha as condições específicas da cidade.
A proposta, portanto, é utilizar o aplicativo para concentrar informações relacionadas diretamente a Criciúma, mantendo o trabalho alinhado com as demais estruturas de Defesa Civil.
Decreto de risco climático
Durante a entrevista, o diretor também explicou o funcionamento do decreto de alerta de risco climático adotado pelo município. A medida estabelece parâmetros para a atuação da administração pública diante de possíveis eventos climáticos e prevê mecanismos que podem ser utilizados caso seja necessário decretar situação de emergência ou calamidade pública.
O decreto também envolve ações de voluntariado e a criação de um comitê relacionado ao fenômeno El Niño, reunindo representantes do poder público e da sociedade civil, incluindo instituições e forças de segurança. A intenção é manter diferentes setores informados sobre os possíveis cenários climáticos e orientar medidas preventivas.
Fred reforçou que a divulgação de informações oficiais tem como objetivo reduzir a circulação de notícias falsas e evitar o alarmismo. Ele citou como exemplo a circulação de um vídeo ocorrido no Nepal que teria sido divulgado nas redes sociais como se fosse um registro do Sul do Brasil.
Para o diretor, a informação correta é uma das principais ferramentas de prevenção. Ele afirmou ainda que, diante de eventos climáticos, a população deve acompanhar os canais oficiais para entender quais são os riscos efetivamente previstos para o município.
Casa sobre caminhão será removida
Fred Gomes também atualizou durante a entrevista a situação de uma casa que permanece sobre um caminhão em um terreno particular. Segundo ele, o caso chegou à Defesa Civil há cerca de 25 a 30 dias e passou por uma série de encaminhamentos e protocolos.
A previsão informada pelo diretor é que a estrutura seja retirada do local entre esta quarta (16) e quinta-feira (17), utilizando outro caminhão, já que o veículo atualmente utilizado não possui condições de circular pelas vias públicas.
O proprietário do caminhão esteve na Defesa Civil e protocolou a solicitação para realizar a remoção. Também foram necessários procedimentos junto à Celesc e ao Departamento de Fiscalização Urbana para garantir que o transporte ocorra de forma regular e segura. A casa deverá ser levada para o município de Içara.
Fred informou ainda que, caso a remoção não seja realizada até quinta-feira, serão adotadas medidas pela Defesa Civil a partir de sexta-feira, incluindo o bloqueio da estrutura, o desmonte da casa e o recolhimento do caminhão. Segundo ele, os responsáveis tiveram os prazos e protocolos necessários respeitados para realizar a retirada de forma legal e segura.

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