Alunos do 2º ano do Ensino Fundamental do Colégio SATC, em Criciúma, estão participando de um projeto de educação financeira que busca apresentar, desde cedo, conceitos como consumo consciente, economia, organização e a importância de guardar recursos para o futuro.
De acordo com a professora Rosângela Vieira, a iniciativa integra os projetos desenvolvidos pela instituição para ampliar os conteúdos trabalhados no currículo tradicional. Neste ano, o tema foi introduzido a partir do livro Os Três Cofrinhos e o Lobo, de Priscila Rossi e sua mãe, que aborda conceitos relacionados à educação financeira.
Para ampliar as atividades, a escola também contou com o apoio de uma consultora financeira, Juliana, que adaptou os conteúdos para uma linguagem adequada à faixa etária. Segundo Rosângela, a participação dos alunos foi positiva, com bastante interação, perguntas e interesse pelo assunto.
Entre as atividades já realizadas está a construção de cofrinhos, feita com a participação das famílias. A proposta é mostrar às crianças que o dinheiro não deve ser destinado apenas ao consumo, mas que também é importante desenvolver o hábito de economizar.
O projeto ainda terá novas atividades. Uma delas será o “Mercadinho de Trocas”, em que cada criança deverá produzir algo e posteriormente participar de uma dinâmica de troca. A atividade também vai resgatar o conceito histórico do escambo e trabalhar a percepção de que as crianças são capazes de produzir e criar.
Outra ação prevista é a realização de um mercadinho fictício dentro da própria sala de aula. Os estudantes poderão fazer compras simuladas e resolver situações-problema relacionadas ao cotidiano, unindo a educação financeira aos conteúdos curriculares.
A professora explica que o tema já é trabalhado há anos na SATC e envolve diferentes turmas. A educação financeira também aparece em situações práticas do dia a dia escolar, como na compra de lanches, quando os alunos são orientados a fazer escolhas conscientes e evitar desperdícios.
Para Rosângela, trabalhar esses conceitos desde os primeiros anos permite que as crianças desenvolvam gradualmente uma relação mais consciente com o dinheiro e com o consumo, utilizando atividades lúdicas e próximas da realidade delas.

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