Com o retorno das sessões ordinárias da Câmara de Vereadores de Lauro Müller na próxima semana, a vereadora Ema Hofmann Benedet (MDB) avalia como positivo o trabalho desenvolvido pelo Legislativo no primeiro semestre de 2026, mas ressalta que o segundo semestre será marcado por decisões de grande impacto para o futuro financeiro do município.
Durante entrevista, a parlamentar destacou o ambiente de diálogo entre os vereadores e afirmou que todos os projetos encaminhados ao Legislativo receberam análise criteriosa antes da votação.
“A avaliação minha nesse primeiro semestre é uma avaliação boa. Entre os colegas vereadores, juntamente com o presidente e nossos assessores, temos uma comunicação muito boa. Todos os projetos que entraram na Câmara foram analisados e votados com o mesmo olhar para o município de Lauro Müller”, afirmou.
A vereadora também comemorou o resultado das articulações realizadas junto aos deputados estaduais e federais, destacando que, ao lado do vereador Rodrigo, conseguiu garantir aproximadamente R$ 2 milhões em recursos para Lauro Müller.
“Ficamos muito contentes porque conseguimos quase R$ 2 milhões para o município. Alguns recursos já chegaram, outros estão empenhados e garantidos, como para a pavimentação da Amaral Gruta e para a reforma do ginásio de esportes de Itanema”, disse.
Segundo Ema, o próximo ano será de menor disponibilidade de emendas parlamentares em função do início da nova legislatura federal, tornando ainda mais importante o planejamento das futuras solicitações de recursos.
Empréstimos para área industrial preocupam
Um dos principais assuntos da entrevista foi o projeto que prevê a contratação de um empréstimo para aquisição de uma área destinada à implantação de um novo distrito industrial. Embora reconheça a importância do investimento para geração de empregos, a vereadora afirmou que a proposta precisa ser analisada com muita responsabilidade.
“É um projeto mais polêmico porque é um valor alto para o nosso município. A gente já tem outros empréstimos. É um bolo que vai sendo formado e precisamos olhar o conjunto da dívida”, explicou.
Ema ressaltou que o projeto ainda não passou pelas comissões permanentes da Câmara e aguarda pareceres técnicos e jurídicos antes de seguir para votação.
“O dinheiro não é da vereadora. O dinheiro é do povo. É preciso pensar na saúde financeira do município e analisar esse projeto com muita responsabilidade”, afirmou.
A parlamentar demonstrou preocupação com o comprometimento das finanças municipais ao longo dos próximos anos.
“Hoje o município está confortável financeiramente, mas a preocupação é lá na frente. São compromissos de longo prazo e precisamos avaliar se isso não vai engessar o município no futuro.”
Compra do prédio do INSS também será debatida
Outro tema que deverá voltar à pauta é a autorização para aquisição do prédio do antigo INSS. Ema informou que o assunto também depende de análise detalhada dos vereadores e sugeriu que o município utilize recursos devolvidos pela própria Câmara ao Executivo, evitando a contratação de um novo financiamento.
“Nós devolvemos cerca de R$ 1,5 milhão por ano do duodécimo. Talvez fosse possível utilizar esse recurso para adquirir o prédio, sem precisar fazer mais um empréstimo”, argumentou.
Segundo ela, o Legislativo ainda aguarda novas informações sobre os prazos estabelecidos pela União para a aquisição do imóvel.
Sobre o financiamento da área industrial, Ema defendeu que a população participe da discussão antes da votação.
“Eu acho que deveria haver uma audiência pública. Não estou fazendo polêmica, mas não quero assumir uma responsabilidade tão grande sem que a população também participe desse debate.”
Para a vereadora, a implantação da área industrial representa um desejo antigo da comunidade, porém precisa caminhar junto com a responsabilidade fiscal.
“Todo mundo quer uma área industrial. Os empresários estão ansiosos, mas também precisamos olhar para o endividamento do município.”
Câmara busca sede própria
Durante a entrevista, Ema também comentou a intenção da Câmara de Vereadores em conquistar uma sede própria. Ela classificou o projeto como um sonho antigo dos presidentes do Legislativo e afirmou que a atual mesa diretora segue trabalhando para encontrar uma solução.
“Ter uma sede própria é um sonho de todos os presidentes que passam pela Câmara. Acredito que o presidente Juninho está bastante empenhado e torcemos para que esse objetivo seja alcançado.”

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