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Vereadora Ema cobra cumprimento de compromissos do IMAS e anuncia acompanhamento mensal do Hospital Henrique Lage

A vereadora Ema Hofmann Benedet (MDB) participou do programa Cruz de Malta Notícias desta sexta-feira (2) e comentou a situação do Hospital Henrique Lage, administrado pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS). Entre os principais assuntos abordados estiveram o cumprimento das obrigações previstas no contrato, os recursos destinados à unidade e a situação do centro cirúrgico.

Ema relatou que acompanhou desde o início o processo de transição da antiga Fundação para o IMAS. Segundo ela, antes da mudança, havia a expectativa de que fossem destinados R$ 8 milhões para investimentos na estrutura do hospital, especialmente para a conclusão do centro cirúrgico.

A vereadora, no entanto, disse que o centro cirúrgico continua sem conclusão e que parte das expectativas apresentadas inicialmente não se concretizou. Ela também destacou que algumas especialidades previstas no contrato ainda não foram implantadas.

Durante a entrevista, Ema explicou que o contrato estabelece prazos para a implantação de serviços e melhorias na estrutura do hospital. Entre as obrigações estão consultas com pneumologista, geriatra e pediatra, reformas físicas, melhorias nos quartos, disponibilização de laboratório e ampliação dos leitos de psiquiatria de 15 para 20.

Segundo a vereadora, algumas dessas medidas ainda não foram cumpridas dentro do prazo previsto.

“Esse é cinco meses. Já passou o prazo”, disse Ema ao ser questionada sobre o período estabelecido para a implantação de parte das melhorias.

Ela explicou que a ampliação dos leitos de psiquiatria, por exemplo, depende de uma adequação física do espaço. “Não tem espaço para isto, tem que ampliar, então não conseguiu manter no prazo ainda”, afirmou.

Outro ponto citado foi a promessa de credenciamento para atendimentos por planos de saúde e particulares. Ema também informou que o IMAS está trabalhando na implantação de um plano de saúde próprio, o Vivacard.

Centro cirúrgico ainda depende de recursos

Sobre o centro cirúrgico, a vereadora informou que existe uma emenda parlamentar de R$ 316 mil, que ainda está vinculada à Fundação. Conforme relatado por ela, a Fundação estaria realizando o processo de licitação para aquisição dos materiais, enquanto o IMAS ficaria responsável pela mão de obra.

Mesmo assim, Ema reconheceu que os recursos disponíveis ainda não são suficientes para concluir toda a estrutura.

“Falta bastante. E nesse centro cirúrgico, ele tem um prazo de 12 meses. Então nós temos mais quatro meses para deixar tudo pronto para botar a funcionar”, explicou.

O contrato prevê, segundo a vereadora, a implantação do centro cirúrgico e o início de cirurgias eletivas, além da oferta de exames como ultrassonografia, colonoscopia, endoscopia e raio-X.

Ema também afirmou que os vereadores deverão buscar recursos e emendas parlamentares para ajudar na estruturação do hospital.

A vereadora também explicou a aprovação, por unanimidade, do projeto que autoriza novos repasses de recursos ao Hospital Henrique Lage. Os valores envolvem recursos dos governos municipal, estadual e federal.

Segundo ela, a decisão levou em consideração a necessidade de manter o funcionamento da unidade e evitar uma eventual interrupção dos serviços.

“A preocupação já pensou se chega a fechar o hospital ou devolver essa parte? E a gente vê o esforço e nós queremos o melhor para o nosso município”, declarou.

Ema reconheceu, porém, que os vereadores fizeram questionamentos sobre o cumprimento das obrigações previstas no contrato antes da aprovação do novo repasse.

Vereadores terão reuniões mensais com direção

Uma das principais decisões após a reunião com a diretora do IMAS foi estabelecer um acompanhamento mais próximo da situação do hospital. De acordo com Ema, a direção deverá prestar contas aos vereadores mensalmente.

“Acompanhamento todo mensal. A gente já deixou certo, acertado com a diretora”, afirmou.

A próxima reunião ficou marcada para a última quinta-feira de outubro, às 16h. A expectativa é que a direção apresente atualizações sobre os compromissos assumidos e as medidas que estão sendo adotadas.

Ema avaliou que a reunião com a direção não deixou os vereadores totalmente satisfeitos, mas serviu para esclarecer as dificuldades enfrentadas e estabelecer um prazo para que as medidas sejam encaminhadas.

“Não, não satisfeito, mas a gente teve que dar um prazo, oportunidade para eles regularizar algumas coisas que temos. E a gente viu a dificuldade que ela nos passou, ela foi bem transparente nas dificuldades de recurso, mas a gente cobrou que agilize, rápido, porque tem os contratos a cumprir”, disse.

Durante a reunião, os vereadores também apresentaram reclamações recebidas da população sobre atendimentos realizados no hospital. Ema citou, entre os casos discutidos, uma situação envolvendo a utilização de sonda e pacientes encaminhados para atendimento em outros municípios.

“Tem que ter muito cuidado com os nossos pacientes que chegam aqui”, afirmou.

A vereadora também destacou que problemas nas unidades básicas de saúde podem acabar aumentando a procura pelo hospital.

“Às vezes nem tem o atendimento, como faltou as consultas, as coisas que a pessoa não consegue, aí para onde que elas vão? Pro hospital. Aí também sobrecarrega mais a parte do hospital”, explicou.

Vereadora esclarece fala sobre Bolsa Família e BPC

No final da entrevista, Ema também utilizou o espaço para esclarecer uma manifestação relacionada a benefícios sociais, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), que havia gerado questionamentos no município.

A vereadora afirmou que sua intenção foi defender que sejam observados os critérios estabelecidos pela legislação para a concessão dos benefícios. Segundo ela, não houve questionamento sobre pessoas específicas ou seus sobrenomes.

“Quem está lá agora é a secretária e a assistente social para fiscalizar e fazer os cadastros. Quem faz o cadastro é na Secretaria e no CRAS”, explicou.

Ema também afirmou que não é a vereadora quem define quem tem ou não direito aos benefícios. Segundo ela, a avaliação deve ser feita pelos profissionais responsáveis, de acordo com os critérios legais.

“Tem as leis para seguir, é só seguir as leis que ninguém se incomoda”, declarou.

A vereadora encerrou reforçando que sua manifestação teve como objetivo orientar sobre a necessidade de cumprimento dos critérios e evitar que pessoas recebam benefícios de forma indevida e posteriormente sejam obrigadas a devolver os valores.

Ouça a entrevista completa: