A intensificação das tensões internacionais em março de 2026 acendeu um alerta no agronegócio de Santa Catarina. O fechamento de rotas estratégicas no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho já provoca impactos na logística e no custo do transporte marítimo, afetando exportações e importações ligadas ao setor.
Segundo análise da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepa), Santa Catarina tem forte relação comercial com países do Oriente Médio. Em 2025, as exportações para regiões direta ou indiretamente afetadas pelo conflito somaram cerca de US$ 915 milhões, com destaque para mercados como Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Israel.
Além das exportações, o conflito também ameaça o fornecimento de fertilizantes e ureia usados na produção de milho, base da alimentação das cadeias de aves e suínos. A alta do frete, do petróleo e dos insumos pode pressionar ainda mais as margens de produtores e agroindústrias catarinenses.
No mercado financeiro, a instabilidade internacional já refletiu na queda do Ibovespa e na valorização do dólar, aumentando as incertezas para o planejamento da próxima safra. Enquanto isso, especialistas apontam a busca por novos fornecedores de fertilizantes, como Marrocos, Canadá e China, como alternativa para reduzir os riscos ao setor.
Roberth Andres Villazon Montalvan, analista de socioeconomia e desenvolvimento agrícola da Epagri/Cepa, concedeu entrevista no programa Cruz de Malta Noticias desta sexta-feira (13) e detalha o assunto.

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