As obras de pavimentação da SC-370, na Serra do Corvo Branco, entre os municípios de Urubici e Grão-Pará, seguem em ritmo acelerado e já ultrapassaram 80% de execução. A informação foi confirmada pelo coordenador regional de Infraestrutura do Planalto Catarinense, Ricardo Costa, em entrevista à Rádio Cruz de Malta FM.
Segundo o coordenador, a expectativa do Governo do Estado é concluir a parte principal da obra entre os meses de outubro e novembro, restando apenas serviços de acabamento para o fim do ano.
“As obras da Serra do Corvo Branco estão andando muito bem, estão num ritmo bem acelerado”, afirmou Ricardo Costa.
Atualmente, os trabalhos estão concentrados no trecho mais complexo da rodovia, com cerca de 2,5 quilômetros, onde está sendo executada a pavimentação em concreto armado e a recuperação de áreas atingidas por deslizamentos registrados no fim do ano passado.
De acordo com Costa, aproximadamente 60% da pavimentação desse segmento já foi concluída. A execução ocorre em etapas, com concretagem de metade da pista, seguida do período de cura do concreto antes da conclusão da outra faixa.
“Nos próximos dois a três meses a gente tem a expectativa de concluir essa pavimentação de pista. As obras estão avançando e temos a expectativa de ter a obra como um todo pronta nesse período”, destacou.
Além da pavimentação, a obra precisou incorporar serviços não previstos no projeto original. Cinco pontos atingidos por deslizamentos exigiram novos projetos e contratos emergenciais.
Segundo Ricardo Costa, dois desses trechos já foram concluídos e outros três seguem em execução.
“São cerca de R$ 12 milhões de investimento só nesses cinco pontos emergenciais que estamos trabalhando hoje”, explicou.
O coordenador ressaltou que todas as contenções previstas originalmente já foram finalizadas, incluindo as estruturas na encosta e no trecho conhecido como Curva W.
Enquanto o segmento central permanece interditado para obras, outros trechos da SC-370 já foram concluídos.
O acesso entre Urubici e o famoso corte em rocha, com aproximadamente 5,5 quilômetros de pavimento asfáltico, já está sinalizado e liberado para visitação. Da mesma forma, o trecho de 1,5 quilômetro entre Grão-Pará e o pé da serra também está totalmente finalizado.
No segmento em obras, além da pavimentação em concreto, estão sendo implantadas barreiras de concreto do tipo New Jersey, que substituirão defensas metálicas e proporcionarão maior segurança aos motoristas.
Liberação parcial está descartada
Apesar da expectativa da população pela reabertura da estrada, Ricardo Costa afirmou que não há previsão de liberação parcial da Serra do Corvo Branco.
Segundo ele, avaliações são realizadas mensalmente, mas a circulação de veículos durante esta fase poderia comprometer tanto a segurança quanto o cronograma da obra.
“Infelizmente a gente não tem condições de fazer essa liberação. Acreditamos que isso só será possível quando toda a pista estiver concretada, com as defensas prontas e oferecendo a segurança necessária.”
O coordenador também citou a previsão de influência do fenômeno El Niño nos próximos meses como um fator que exige maior cautela.
“Uma liberação parcial pode prolongar essa obra para o ano que vem. A gente precisa preservar a segurança e garantir que essa reta final seja concluída dentro do prazo.”
Conforme Ricardo Costa, o trecho mais complexo da obra já foi vencido. A Curva W exigiu soluções especiais devido ao espaço reduzido para operação das máquinas e caminhões.
“Eu diria que foi o trecho mais complexo que executamos. Hoje os pontos emergenciais já estão escavados, com a estrutura armada. Agora é concretar esses locais e concluir a pavimentação.”
Embora o percentual financeiro da obra esteja em pouco mais de 80%, o coordenador avalia que o avanço físico é ainda maior.
“Já superamos 80% do total da obra. Quando acompanhamos a obra em campo, ela está até mais avançada do que esse percentual indica, porque o cálculo considera os recursos financeiros aplicados.”
Com a conclusão da pavimentação e das contenções prevista para os próximos meses, restarão apenas serviços complementares, como canaletas, defensas e acabamentos finais, permitindo a liberação definitiva de um dos principais cartões-postais e acessos turísticos da Serra Catarinense.

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