As obras de duplicação da SC-108 seguem em ritmo acelerado e dentro do cronograma previsto, segundo o prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin. Em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta sexta-feira (30), o chefe do Executivo municipal comentou a visita realizada nesta semana pelo secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, que percorreu diferentes pontos da rodovia para acompanhar o andamento dos trabalhos e identificar situações que precisam de ajustes.
De acordo com Magagnin, o trecho entre Criciúma e Cocal do Sul já está duplicado. Já entre Urussanga e Cocal do Sul, aproximadamente 60% dos trabalhos estão concluídos. O prefeito destacou que as equipes intensificaram os serviços nesse segmento, avançando no sentido de Cocal.
Outro ponto acompanhado durante a vistoria foi o anel de contorno viário de Cocal do Sul, que possui aproximadamente nove quilômetros de extensão. A estrutura começa nas proximidades da Associação Esportiva da Eliane, para quem vem de Criciúma, e retorna à SC-108 na comunidade de Rio Galo.
Segundo o prefeito, pelo menos três a quatro frentes de trabalho atuam simultaneamente no contorno. Alguns trechos já estão concluídos, restando etapas de preparação da pista, como base, sub-base e pavimentação.
Durante a visita, foram identificados pontos que exigem intervenções adicionais para garantir a continuidade da obra. Um dos casos envolve a estrada da Linha Espanhola, onde, conforme Magagnin, será construído um elevado que não estava previsto inicialmente no projeto.
Também estão sendo solucionados problemas relacionados às rotatórias entre Urussanga e Cocal do Sul e às condições do solo em determinados segmentos do anel de contorno, onde será necessário retirar material de baixa qualidade e substituí-lo por solo adequado.
Outro avanço anunciado pelo prefeito foi a liberação de novas áreas para a execução dos trabalhos. A empresa responsável solicitou desapropriações adicionais, envolvendo de três a quatro proprietários. Durante a visita, foi autorizada a liberação de mais uma área, considerada a maior delas, com extensão superior a um quilômetro.
Para Magagnin, a presença frequente do secretário estadual nos trechos em obras contribui para solucionar os chamados gargalos e evitar atrasos. “O Governo do Estado tem essa filosofia: começar uma obra e terminar. Não é interessante investir numa obra dessa, de aproximadamente R$ 300 milhões, e daqui a pouco ela ficar interrompida por causa de dois ou três problemas”, afirmou.
O prefeito também ressaltou a importância da duplicação para o desenvolvimento econômico de Cocal do Sul e dos municípios vizinhos. Conforme os dados apresentados por ele, mais de 25 mil veículos circulam diariamente pelo município, incluindo caminhões utilizados no transporte de cargas.
Magagnin lembrou que Cocal do Sul tem direcionado investimentos para atrair novas indústrias, o que aumenta a circulação de veículos pesados e exige uma infraestrutura rodoviária adequada.
“Eles estão tomando todos esses cuidados porque, de fato, vai circular por ali um grande número de veículos. Hoje passa por Cocal mais de 25 mil veículos, incluindo caminhões. Então o Estado também tomou esse cuidado para que essa rodovia seja preparada para o trânsito pesado”, destacou.
Na avaliação do prefeito, a conclusão da SC-108 deverá representar um avanço importante para a mobilidade e a economia regional. Ele acredita que a nova estrutura terá capacidade para atender às demandas de crescimento da região pelas próximas décadas.
Previsão de conclusão
Sobre o prazo para finalizar os trabalhos, Magagnin explicou que o cronograma geral da obra prevê 36 meses de execução. Durante a vistoria, chegou a questionar se a inauguração poderia ocorrer ainda durante seu atual mandato, que tem mais dois anos de duração.
Segundo ele, o Governo do Estado trabalha com a possibilidade de concluir a obra dentro do prazo contratual. O prefeito, porém, reconhece que a complexidade dos serviços, que incluem detonações de rochas e movimentação de grandes volumes de terra, exige atenção técnica.
“Eu acredito que nos próximos dois anos talvez não seja possível concluir, mas o Governo trabalha com a hipótese de terminar dentro do prazo de 36 meses, que é o que está previsto no nosso cronograma”, concluiu.

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