A nova sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, conhecida como “Segundo Tarifaço”, acendeu um sinal de alerta no setor industrial catarinense. A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) demonstra preocupação com os possíveis reflexos da medida sobre a economia estadual, especialmente nas exportações e na geração de empregos.
Um estudo elaborado pela entidade aponta que 54,5% da pauta exportadora de Santa Catarina será atingida pelas novas alíquotas, comprometendo a competitividade das empresas catarinenses no mercado norte-americano, um dos principais destinos dos produtos industrializados do estado.
Durante entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta quinta-feira (23), o economista da FIESC, Alexandre Pena, explicou que o cenário preocupa porque tende a repetir os efeitos observados após a primeira rodada de aumento das tarifas promovida pelos Estados Unidos.
Segundo a Federação, na ocasião do primeiro tarifaço, as exportações catarinenses para o mercado norte-americano caíram 38,2%, resultado que provocou reflexos diretos na economia estadual, incluindo a perda estimada de 7,6 mil postos de trabalho.
A análise da FIESC indica que os maiores impactos deverão ser sentidos em setores estratégicos instalados nas regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, áreas que possuem forte dependência da atividade industrial e das exportações e que já enfrentam desafios relacionados ao desenvolvimento econômico.
Para a entidade, a manutenção das novas tarifas pode reduzir a competitividade das empresas catarinenses, afetar investimentos, comprometer a produção industrial e gerar novos efeitos sobre o emprego e a renda em diversas cadeias produtivas.
Durante a entrevista, Alexandre Pena detalhou os resultados do estudo, avaliou as consequências do chamado “Segundo Tarifaço” para a indústria de Santa Catarina e comentou os desafios que o setor deverá enfrentar diante da nova política tarifária adotada pelos Estados Unidos.
Ouça a entrevista completa.

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