O Governo de Santa Catarina realizou, no início desta semana, a primeira reunião presencial do Comitê Estadual de Gestão de Crises após a assinatura do Decreto de Alerta Climático em todo o território catarinense. O encontro ocorreu na sede da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, em Florianópolis.
A medida integra uma política permanente de preparação e prevenção diante das previsões meteorológicas relacionadas ao fenômeno El Niño, que pode provocar eventos climáticos extremos no Estado.
Durante a reunião, foram debatidas ações integradas de monitoramento, logística, resposta e assistência humanitária, além do pré-posicionamento de equipes e equipamentos em áreas historicamente mais vulneráveis.
O objetivo é garantir mobilização antecipada dos órgãos estaduais para ações rápidas e coordenadas em caso de desastres naturais.
Em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (27), o secretário-adjunto da Defesa Civil de Santa Catarina, Ricardo Miranda Aversa, explicou que a criação do comitê é uma das consequências diretas do decreto de alerta climático.
“É uma das consequências do decreto. Ele cria esse comitê estadual de gestão de crise. Então, são os titulares das diversas pastas do Estado”, afirmou.
Segundo Aversa, o grupo reúne representantes de áreas estratégicas do governo, como Defesa Civil, Casa Civil, Segurança Pública, Saúde, Educação, Infraestrutura e Mobilidade, Fazenda, Agricultura e Pecuária, além de órgãos como Casan e Celesc.
O secretário-adjunto destacou que a primeira reunião foi coordenada pelo governador Jorginho Mello, que determinou encontros periódicos para acompanhamento das ações preventivas desenvolvidas por cada secretaria.
“Novas reuniões serão feitas de forma recorrente, ou quinzenal ou mensal, para que essas secretarias tragam as ações que estão realizando, cada uma dentro da sua pasta”, explicou.
Ainda conforme Aversa, os próximos encontros devem servir para apresentação de planos de contingência, estratégias de pré-posicionamento e medidas preventivas específicas em diferentes áreas da administração estadual.
“Todos se sentam à mesa para alinhar suas ações e cada um saber o que precisa fazer. Porque depois que o desastre acontece, a situação fica muito mais complicada de ser coordenada”, ressaltou.
Ele também enfatizou que o planejamento antecipado é fundamental para aumentar a eficiência das respostas em situações de emergência.
“Se os planos estiverem feitos, atualizados, cada um souber o que tem que fazer, a resposta é muito mais eficiente”, concluiu.

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