A cadeia produtiva do arroz vive uma das mais graves crises das últimas décadas, com custos de produção elevados, preços pagos ao produtor abaixo do mínimo viável e estoques acumulados. Diante do risco de colapso no setor, entidades representativas entregaram ao governador Jorginho Mello, na última semana, um ofício com pedidos de medidas emergenciais de apoio.
O documento foi elaborado pelo Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), em conjunto com a Câmara Setorial do Arroz e lideranças da cadeia produtiva, e reúne reivindicações de cooperativas, associações e federações do setor. As dificuldades, segundo o texto, se intensificaram desde 2024 e se agravaram na atual safra 2025/2026.
Entre as principais solicitações ao governo estadual estão a ampliação do crédito presumido do ICMS, criação de linhas de crédito subsidiadas para produtores endividados, maior inserção do arroz catarinense nas compras públicas, incentivo à pesquisa e inovação, inclusão da compra de sementes no Programa Terra Boa e medidas para conter a entrada de arroz importado do Mercosul.
Atualmente, o preço médio pago ao produtor gira em torno de R$ 50 por saca, enquanto o custo de produção supera R$ 75, o que gera prejuízos imediatos e compromete a sustentabilidade econômica das lavouras e das indústrias, com reflexos no emprego rural e na renda das regiões produtoras.
O ofício também solicita que o Estado atue junto ao Governo Federal para viabilizar ações estruturantes e de curto prazo, como estímulo às exportações para reduzir o excedente interno, retomada do subsídio à securitização agrícola para renegociação de dívidas e reajuste do preço mínimo do arroz.
Em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias, nesta segunda-feira (19), o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, destacou a gravidade do momento e a urgência de medidas para evitar o aprofundamento da crise no setor.

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