Criciúma recebeu, na última semana, o primeiro workshop sobre o Plano de Transição Energética Justa, iniciativa que promete transformar a região carbonífera em um case nacional para o futuro da energia no Brasil.
O encontro reuniu representantes da Amurel, Amrec, Criciúma, Urussanga, Capivari de Baixo, Içara e Treviso, que tiveram acesso ao plano de trabalho desenvolvido pela equipe técnica da Fundação Getulio Vargas (FGV). O grupo é formado por mais de 30 profissionais seniores das áreas de Direito, Bioeconomia, Energia e Estudos Europeus. A proposta tem caráter de pesquisa aplicada e irá construir uma metodologia inédita no país, com potencial de ser replicada em outros estados.
Um dos pontos centrais da discussão foi a importância de garantir que a transição leve em consideração as particularidades da região carbonífera e a participação ativa da comunidade.
Em entrevista, o diretor-executivo do Siecesc Carvão+, Márcio José Cabral, destacou a relevância do encontro para a região.
— Foi um momento estratégico para aproximar as lideranças locais e compreender como o plano será construído. Não se pode pensar em transição energética sem ouvir os desejos e a realidade das pessoas daqui. Esse processo precisa ser justo e alinhado com os interesses da região — afirmou.
O workshop marca o início de uma série de debates e consultas que irão embasar o Plano de Transição Energética Justa, colocando Santa Catarina na liderança de um modelo que pode orientar o Brasil no enfrentamento dos desafios da descarbonização e da diversificação da matriz energética.

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