O ciclone extratropical previsto para esta semana promete trazer uma série de impactos a Santa Catarina. De acordo com meteorologistas da Proteção e Defesa Civil do Estado e da Epagri/Ciram, o sistema é considerado atípico, tanto pelo período do ano — mais quente — quanto pela formação muito próxima da costa, entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.
Outro fator incomum é a pressão atmosférica mais baixa do que a normalmente observada e o deslocamento lento do ciclone, o que tende a ampliar seus efeitos ao longo de vários dias. Com isso, os impactos devem ser sentidos desde a formação do sistema, na segunda-feira (8), até o seu afastamento para alto-mar, previsto para quarta-feira (10).
Com o cenário de chuva persistente e volumosa, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil reforça o alerta para a fragilização do solo e o risco de deslizamentos. O risco geológico está presente em diversas regiões, sendo moderado especialmente na Grande Florianópolis e no Litoral Sul. A recomendação é de atenção redobrada em áreas de encosta, taludes rodoviários e locais já mapeados como suscetíveis.
Ocorrências na Serra do Rio do Rastro
Na manhã desta terça-feira (9), uma queda de barreira obrigou o trânsito a operar em meia pista no quilômetro 407 da Serra do Rio do Rastro. A Polícia Militar Rodoviária orienta motoristas a evitar o trecho, caso possível.
À medida que o ciclone avança em direção ao estado, a instabilidade aumenta. Para esta terça-feira (9), a previsão aponta chuva persistente e intensa em curtos períodos, principalmente no Litoral e regiões serranas próximas. O risco é alto para alagamentos e enxurradas, enquanto as rajadas de vento no Litoral podem atingir 70 km/h.
Na quarta-feira (10), mesmo com o afastamento do sistema para alto-mar, o vento deve se intensificar:
• 60 a 80 km/h em grande parte do estado;
• Até 100 km/h em áreas costeiras e serranas.
O mar segue agitado na quarta e quinta-feira (10 e 11), com risco de ressaca e ondas entre 3,0 e 3,5 metros, podendo chegar a 4,0 metros em alto-mar no Litoral Sul. Na quinta-feira, o tempo já não apresenta condição para chuva, e o vento passa a soprar de sudeste, marcando o enfraquecimento do sistema.
Em entrevista ao Cruz de Malta Notícias, a meteorologista da Defesa Civil Estadual Nicolle Reis detalhou os possíveis efeitos do ciclone em Santa Catarina e reforçou a importância de atenção às áreas de risco durante a passagem do sistema.

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