Ouvir ao vivo
89,9 FM
SINTONIZE
(48) 3464-3364
LIGUE
(48) 3464-3364
MANDE WHATSAPP

Chuva deixa cerca de 152 pessoas desalojadas ou desabrigadas na região da AMREC

A chuva intensa registrada na segunda-feira (21) provocou alagamentos, interrupções de vias e outros transtornos em municípios da região da AMREC. De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Laércio Pedroso, cerca de 152 pessoas precisaram deixar suas residências, entre desalojados e desabrigados.

Em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta terça-feira (22), Laércio explicou que a instabilidade começou ainda nas primeiras horas da manhã, com ventos por volta das 5h30, seguidos por um período de chuva persistente.

“Foi uma segunda-feira realmente bem atípica. Pegou a gente meio na corrida, já de manhã cedo com um vento e logo em seguida veio a chuva consistente”, relatou.

Segundo o coordenador, Criciúma foi o município mais atingido na Região Carbonífera. Uma escola localizada nas proximidades do Rio Criciúma teve as atividades suspensas. Forquilhinha também registrou problemas, com uma via de acesso ao bairro Cidade Alta permanecendo interditada. Nova Veneza teve registros de alagamentos, enquanto Içara decidiu cancelar as aulas da rede municipal por precaução.

Os quatro municípios chegaram a manter abrigos preparados para receber moradores afetados. Em Criciúma, cerca de 30 pessoas chegaram a ser acolhidas durante a noite. Com a redução da chuva e o escoamento da água, parte dos moradores conseguiu retornar para suas casas.

Rios transbordaram em Criciúma

O volume elevado de chuva fez com que trechos dos rios Maina, Criciúma e Sangão saíssem da calha em diferentes pontos de Criciúma. Comunidades próximas foram afetadas, com ruas interditadas e água entrando em residências.

“Em vários pontos eles acabaram saindo da calha e tiveram as comunidades próximas a esse rio inundadas, as ruas interditadas, casas com lâmina de 20, 30 centímetros, algumas até um pouco mais de água”, explicou Laércio.

O coordenador destacou que, em alguns municípios da região, foram registrados aproximadamente 160 milímetros de chuva em 12 horas, incluindo Criciúma, Forquilhinha e Nova Veneza. No extremo sul do estado, na área da AMESC, também houve volumes expressivos, com registro próximo de 180 milímetros em Timbé do Sul.

Acesso entre Criciúma e Forquilhinha ainda exige atenção

Na manhã desta terça-feira, um dos pontos que ainda exigia atenção era o acesso entre Criciúma e Forquilhinha, na região do bairro Cidade Alta. Segundo Laércio, a passagem permanecia complicada para veículos pequenos.

“Para veículos pequenos está um pouco complexo o acesso. A via ainda permanece interditada. Mas já para caminhões, coisas assim mais altos, já está liberado”, informou.

A expectativa da Defesa Civil é que, com a continuidade do escoamento da água, a situação evolua nas próximas horas.

Municípios fazem levantamento para ajuda humanitária

A Defesa Civil também iniciou o levantamento das famílias que possam necessitar de auxílio após os alagamentos. Entre os itens que podem ser disponibilizados estão cestas básicas, água potável, produtos de limpeza e higiene, colchões e cobertores.

De acordo com Laércio, o Estado pode auxiliar os municípios quando a dimensão do evento ultrapassa a capacidade de resposta local.

Prevenção ajudou a reduzir impactos

O coordenador regional também destacou o trabalho preventivo realizado pelos municípios antes dos períodos de chuva intensa. Em Lauro Müller, por exemplo, foram realizados trabalhos de desassoreamento nos rios, além de ações de poda, supressão de vegetação, limpeza de rios e drenagem.

Para Laércio, essas medidas contribuíram para que os impactos fossem menores em diferentes cidades.

“Se não tivesse sido feita as atividades de prevenção, talvez tivéssemos um cenário bem pior. Todos os municípios estão realizando as limpezas, os desassoreamentos, a limpeza de drenagem pluvial, as bocas de lobo. O que é possível, todo mundo está fazendo”, afirmou.

Apesar dos trabalhos preventivos, o coordenador reforçou que eventos de chuva com grande volume em curto espaço de tempo podem superar a capacidade dos sistemas de drenagem.

“A natureza é forte. Às vezes, por mais que a gente faça, não tem como. Mas está surtindo um resultado bem positivo as ações de prevenção que estão sendo realizadas pelos municípios”, concluiu.