O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Afrânio Boppré, participou do programa Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (3) e falou sobre a construção da aliança de partidos de esquerda para as eleições de 2026. Durante a entrevista, ele explicou os motivos que o levaram a colocar seu nome à disposição para a disputa e destacou a importância da união do chamado Campo Democrático no estado.
Segundo Boppré, a coligação reúne sete partidos políticos: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede Sustentabilidade, PSB e PDT. O grupo, conforme afirmou, tem como principal objetivo a defesa da democracia brasileira.
“Nós somos hoje sete partidos irmanados com um objetivo principal de defender a democracia. Nós sabemos que, no passado recente, a democracia brasileira esteve por um fio”, declarou.
O pré-candidato também afirmou que a aliança representa, em Santa Catarina, a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na composição para as eleições estaduais, o grupo conta com o ex-deputado Gelson Merisio como pré-candidato ao governo, Angela Albino como vice e Décio Lima como outro nome na disputa ao Senado.
Boppré ressaltou que a presença de duas pré-candidaturas ao Senado na chapa ocorre porque, em 2026, cada estado elegerá dois senadores.
“Não é que há divisão nessa eleição do Campo Democrático. Pelo contrário, a gente está unido. O eleitor brasileiro terá direito a dois votos para o Senado e a nossa chapa tem duas pré-candidaturas, o meu nome e o do Décio Lima”, explicou.
Ao falar sobre sua trajetória, o pré-candidato destacou a formação acadêmica e a experiência profissional como diferenciais para representar Santa Catarina em Brasília. Professor universitário e economista, ele atuou por muitos anos na assessoria de sindicatos de trabalhadores e como supervisor regional do DIEESE no estado. Também possui mestrado e doutorado em Geografia, com especialização em geografia urbana.
“Eu entendo que a minha formação pode contribuir muito com a representação catarinense no Senado”, afirmou.
Durante a entrevista, Boppré também comentou sobre o cenário eleitoral catarinense e defendeu a valorização de lideranças locais.
“Santa Catarina não precisa pegar emprestado político de ninguém. Nós temos aqui, seja de esquerda, de direita ou de centro, pessoas muito qualificadas”, declarou.
O pré-candidato afirmou que pretende representar o estado com “qualidade, conteúdo e coragem” diante dos desafios enfrentados pelo país e ressaltou a importância de fortalecer a representação catarinense no Congresso Nacional.
Ouça a entrevista completa:

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