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Museu ao Ar Livre Princesa Isabel pede ajuda da população para recuperar tacho de cobre furtado

O Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, em Orleans, busca informações que possam ajudar a recuperar um tacho de cobre com mais de 100 anos, furtado de uma das unidades de visitação na semana passada. O desaparecimento da peça foi percebido na sexta-feira (30), quando funcionários passaram pelo engenho de cana-de-açúcar e notaram que o objeto não estava mais no local.

Em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta terça-feira (3), a diretora do museu, Valdirene Boeger Dorigon, relatou a surpresa da equipe ao constatar o furto. Segundo ela, o tacho estava instalado na fornalha do engenho, em um espaço com pouca circulação de visitantes.

A peça possui aproximadamente 1,5 metro de diâmetro e 20 centímetros de altura. Por estar fixada com chumbo na estrutura, a retirada provavelmente exigiu o envolvimento de mais de uma pessoa.

Valdirene explicou que o objeto foi adquirido em 1978, durante o período de construção do museu, e já tinha aproximadamente 70 anos naquela época. Por isso, sua importância vai muito além de qualquer possível valor comercial.

“Para a gente não é nem a questão do valor comercial, é o valor histórico que o próprio museu tem. É um espaço tombado, então é uma peça que remete à nossa história, à nossa memória e que tem uma significância muito importante”, destacou.

A diretora acredita que a ausência de sistemas de monitoramento e o acesso facilitado à unidade podem ter contribuído para a ocorrência. O espaço possui cercamento, mas não conta com câmeras de segurança nem dispositivos de trancamento.

A instituição também não conseguiu identificar quando o furto aconteceu, nem quantas pessoas participaram da ação. A direção pretende discutir medidas para reforçar a segurança e evitar novas ocorrências.

A direção faz um apelo à comunidade para que qualquer informação sobre o paradeiro do tacho seja comunicada ao museu. Valdirene acredita que a peça pode ser reconhecida por pessoas que já visitaram o engenho, principalmente por suas características e pelo bom estado de conservação.

“Ela é uma peça considerável bonita, estava em ótimo estado, não estava estragada, não estava furada. Acredito que, se alguém ver uma peça dessa, vai perceber que se trata de uma peça de engenho”, afirmou.

As informações podem ser encaminhadas pelo Instagram oficial do Museu ao Ar Livre, no perfil @museuarlivre, ou pelo WhatsApp (48) 99904-2739.

A colaboração da população é considerada fundamental para que o objeto histórico seja localizado e devolvido ao acervo do museu.