O deputado estadual eleito pelo PL, Guilherme Colombo, participou de entrevista no programa Cruz de Malta Notícias desta sexta-feira (30). Durante a conversa, avaliou o resultado das eleições, falou sobre as expectativas para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e comentou as articulações políticas para a escolha da próxima presidência da Casa.
Colombo recebeu mais de 76 mil votos e terminou a eleição como o sexto candidato mais votado para deputado estadual em Santa Catarina. Entre os parlamentares eleitos pelo PL, ficou na segunda colocação, atrás apenas de Ana Campagnolo. O resultado também o colocou como o deputado estadual estreante mais votado da história do estado, segundo destacou durante a entrevista.
Para o parlamentar, a votação expressiva é resultado de um trabalho político construído ao longo dos últimos anos, em parceria com a esposa, a deputada federal Júlia Zanatta. Os dois realizaram uma campanha conjunta, identificada pelo slogan “o voto casado”.
“É um reflexo de todo o trabalho que a gente fez junto com a minha esposa, deputada federal Júlia Zanatta. A nossa campanha casada teve esse slogan, e acredito que o resultado da eleição se dá muito por isso, por todo o trabalho que fizemos juntos durante os quatro anos”, afirmou.
O deputado também comentou a votação histórica de Júlia Zanatta, que ultrapassou 560 mil votos e estabeleceu um novo recorde eleitoral em Santa Catarina. Segundo Colombo, embora já existisse a expectativa de uma votação expressiva, o resultado superou as projeções iniciais.
“Eu tinha a convicção de que a deputada Júlia seria a mais votada do estado, mas imaginávamos algo em torno de 280 a 300 mil votos. Foi algo que realmente não esperávamos. A minha votação também foi muito expressiva”, avaliou.
Atuação em todo o estado
Dos mais de 76 mil votos recebidos por Colombo, aproximadamente 27 mil vieram da região Sul de Santa Catarina. O parlamentar também destacou o desempenho na Grande Florianópolis, com cerca de nove mil votos, e nas regiões do Vale do Itajaí e Vale Europeu, onde somou aproximadamente 12 mil votos.
A distribuição dos votos, segundo ele, reforça a proposta de desenvolver um mandato com atuação estadualizada, sem concentrar esforços exclusivamente na região de origem.
“Evidentemente que a gente mora aqui na região Sul, em Criciúma, e está mais presente aqui, mas isso não é motivo para deixar de olhar para todo o estado. Quando eu aprovar uma lei ou barrar uma lei ruim, isso vai beneficiar Santa Catarina como um todo”, destacou.
Mandato com presença e participação ativa
Ao falar sobre o perfil que pretende adotar na Assembleia Legislativa, Guilherme Colombo afirmou que terá uma atuação própria, diferente da postura mais combativa da deputada federal Júlia Zanatta, mas com a mesma disposição de trabalhar intensamente e defender as pautas que considera importantes.
O parlamentar ressaltou que pretende utilizar os espaços de debate da Alesc, especialmente a tribuna e as comissões, para representar os eleitores e participar das discussões sobre os principais temas do estado.
“Um deputado não pode ser um mero entregador de emendas. Ele tem que ser alguém que fale pelos eleitores, que use a tribuna da Casa, que tenha presença nas comissões para debater assuntos importantes e seja uma voz ativa”, declarou.
Colombo também afirmou que pretende defender os valores e as pautas da direita, além de trabalhar para evitar medidas que considera retrocessos e avançar em propostas que possam beneficiar os catarinenses.
PL fecha apoio a Camilo Martins para a presidência da Alesc
Outro assunto abordado na entrevista foi a articulação para a formação da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Colombo confirmou que os 16 deputados eleitos e reeleitos pelo PL chegaram a um consenso em torno do nome do deputado Camilo Martins para disputar a presidência da Casa pelos próximos dois anos.
Segundo ele, a definição ocorreu após reuniões entre os parlamentares da bancada e também um encontro com o governador. O objetivo foi demonstrar unidade do partido em torno da escolha.
“Os 16 deputados concordaram que temos um nome para a disputa da presidência. O deputado Camilo Martins é o nome que referendamos para ser o presidente da Assembleia pelos próximos dois anos”, confirmou.
Apesar do apoio interno, Colombo lembrou que a eleição exige pelo menos 21 votos. Como o PL conta com 16 parlamentares, será necessário buscar apoio de outras bancadas para garantir a maioria.
Questionado sobre a possibilidade de disputas internas, especialmente diante da expressiva votação de Ana Campagnolo, que recebeu aproximadamente 387 mil votos, Colombo afirmou que a definição foi tranquila.
Ele explicou que, dentro da Assembleia Legislativa, todos os deputados têm o mesmo peso na votação para a presidência, independentemente da quantidade de votos recebidos nas urnas.
“Dentro da Assembleia, ela tem um voto, o mesmo voto do Guilherme, o mesmo voto do Camilo e o mesmo voto de qualquer outro deputado. O que importa agora é a construção dos votos dentro da Casa”, explicou.
Com a unidade da bancada do PL definida, o próximo passo será a articulação com os demais partidos para alcançar os 21 votos necessários à eleição de Camilo Martins.

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