O Corpo de Bombeiros Militar de Orleans formou 45 alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) no programa Bombeiro Mirim. A formatura ocorreu na última terça-feira (13) e marcou a conclusão de um projeto piloto inédito na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC).
Em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta quinta-feira (15), a cabo BM Amanda Ribeiro, instrutora do programa, avaliou positivamente a experiência, que exigiu adaptações para garantir a participação e a compreensão dos educandos.
Segundo Amanda, o Bombeiro Mirim já era desenvolvido em Orleans desde 2025, quando mais de 150 alunos da rede municipal de ensino foram formados. A partir disso, surgiu a proposta de levar a iniciativa também à APAE, em parceria com a instituição.
O programa tradicional conta com oito encontros, sendo seis em sala de aula, uma visita ao quartel e a formatura. Para atender aos alunos da APAE, os conteúdos foram apresentados de maneira mais visual e lúdica, respeitando as necessidades de cada participante.
“A essência do programa, trabalhando prevenção, acionamento dos serviços de emergência, primeiros socorros, tudo isso foi mantido. Apenas foi adaptado de um modo que ficasse mais fácil a compreensão dos alunos e que fosse mais visual”, explicou a instrutora.
Para Amanda, a realização do projeto também representou uma oportunidade de aprendizado profissional e pessoal. Foi a primeira vez que ela ministrou aulas diretamente para educandos da APAE, experiência que destacou como transformadora.
“Foi uma evolução, um aprendizado tanto como profissional quanto pessoa”, afirmou.
A instrutora também ressaltou o vínculo criado entre os bombeiros e os alunos durante os encontros. Segundo ela, a proximidade com os educandos e a equipe da instituição tornou a experiência ainda mais especial.
“Esse carinho que a gente criou, esse laço que foi criado entre o Corpo de Bombeiros e os educandos da APAE, foi muito bonito”, destacou.
Um dos momentos mais marcantes foi a formatura. Amanda lembrou o relato da diretora da APAE, Thaís, durante a cerimônia, sobre a importância de proporcionar às famílias a oportunidade de ver seus filhos participarem de uma conquista como essa.
A instrutora ressaltou que a iniciativa permitiu aos educandos vivenciar todas as etapas do programa, reforçando o papel da inclusão e do acesso ao conhecimento.
“Eles realmente puderam viver cada momento, foi uma inclusão para eles”, afirmou.
Além da experiência, os alunos concluíram o curso com conhecimentos importantes para situações de emergência, incluindo o número de telefone dos bombeiros, o 193, e as circunstâncias em que o serviço deve ser acionado.
A expectativa do Corpo de Bombeiros é manter a iniciativa na APAE de Orleans no próximo ano. De acordo com Amanda, a proposta é adaptar o formato para que os alunos continuem tendo contato com os conteúdos e possam reforçar os conhecimentos adquiridos.
Diferentemente das escolas regulares, onde o programa é aplicado aos estudantes do quarto ano do ensino fundamental e há renovação das turmas a cada ano, na APAE será necessário pensar em uma estratégia de continuidade adequada ao perfil dos educandos.
“Vamos tentar fazer de uma maneira que seja uma reciclagem, algum momento em que eles continuem tendo esse contato com o bombeiro, com o programa Bombeiro Mirim, e reforçando tudo o que eles aprenderam durante o programa”, explicou.
A possibilidade de ampliar o projeto para outros municípios da AMREC ainda não foi definida. Mesmo assim, Amanda acredita que a experiência abre caminho para novas iniciativas.
“Na região da AMREC, ainda não foi alinhado se isso vai se expandir para os demais municípios, mas a sementinha foi plantada”, concluiu.

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