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João Rodrigues defende regionalização da saúde e apresenta propostas para infraestrutura

O candidato ao Governo de Santa Catarina pelo PSD, João Rodrigues, participou de entrevista no programa Cruz de Malta Notícias nesta quinta-feira (1º). Durante a conversa, Rodrigues falou sobre os motivos que o levaram a deixar a Prefeitura de Chapecó para disputar o Governo do Estado e apresentou críticas e propostas para áreas como saúde, infraestrutura, educação e habitação.

Ao explicar a decisão de disputar a eleição estadual, o candidato afirmou que vinha se preparando há anos para concorrer ao cargo e defendeu a importância da disputa eleitoral. Segundo Rodrigues, sua candidatura também teria provocado maior movimentação do governo estadual em relação aos municípios.

“Eu me preparei durante muitos anos para disputar uma eleição do governo do estado”, afirmou. Para ele, uma eleição com mais de uma candidatura permite ampliar o debate sobre projetos e trajetórias dos candidatos.

Entre os principais pontos que considera necessários de serem revistos na atual administração estadual, Rodrigues citou a execução de obras, a saúde, a educação e a habitação. Na avaliação do candidato, houve demora na licitação de obras importantes e falta de planejamento na área da saúde.

Sobre a fila de pacientes aguardando por procedimentos, Rodrigues afirmou que o Estado poderia ampliar o uso da rede privada para reduzir a demanda. “Não é falta de dinheiro na saúde, mas o planejamento, quando você tem 116 mil pessoas aguardando por uma cirurgia e muitas delas há quatro anos, três anos, cinco anos. Faltou planejamento”, declarou.

O candidato também defendeu a ampliação da estrutura hospitalar em Santa Catarina. Segundo ele, o crescimento populacional não foi acompanhado pela expansão da rede de atendimento.

“Por uma questão de obrigação, não é escolha, o estado tem que construir novos hospitais nos principais centros do estrangulamento”, afirmou. Rodrigues citou Chapecó, Joinville e a região do Vale do Itajaí como locais que, na sua avaliação, necessitam de novos hospitais.

Outra proposta apresentada foi a regionalização da saúde, com a ampliação da oferta de serviços de alta complexidade em polos regionais. Para Rodrigues, moradores do Sul do Estado deveriam ter acesso a atendimentos especializados sem a necessidade de deslocamento até Florianópolis.

“Você precisa ter hospitais que atendam exclusivamente a alta complexidade nas regiões do estado, regionalizar a saúde para evitar que o cidadão saia daí de Lauro Müller, saia de Orleans, saia de Braço do Norte e vá para a capital”, afirmou.

Na área de infraestrutura, João Rodrigues reconheceu avanços no programa Estrada Boa, do atual governo estadual, mas defendeu mudanças na forma de acompanhamento e manutenção das rodovias.

“Também não dá para negar que houve avanços. Isso a gente pode afirmar: há avanços”, disse. Ao mesmo tempo, afirmou que pretende reativar o Departamento Estadual de Rodovias (DER), com uma equipe técnica responsável pelo acompanhamento permanente das estradas.

“Eu particularmente penso em reativar o DER, o Departamento Estadual de Rodovias”, declarou. Segundo Rodrigues, a estrutura poderia contribuir para identificar problemas com maior rapidez e agilizar a execução dos serviços de recuperação.

Questionado sobre a Serra do Rio do Rastro, o candidato afirmou que qualquer intervenção precisa ser precedida por estudos técnicos. Para ele, uma equipe de engenharia deveria avaliar quais melhorias são possíveis na rodovia, considerando as características e limitações da estrutura.

“Você tem que ter levantamento técnico, em equipe de engenharia para ver o que é possível, onde dá, onde não dá”, afirmou.

Sobre o Morro dos Cavalos, Rodrigues reconheceu que a responsabilidade pela solução é do Governo Federal, mas defendeu que o Estado tenha uma atuação mais ativa na busca por alternativas. Ele afirmou que, caso fosse governador, contrataria uma equipe técnica para elaborar um projeto alternativo e apresentá-lo à União.

“Eu já teria contratado uma equipe técnica, uma empresa de engenharia, para fazer um projeto alternativo e levar ao Governo Federal uma sugestão para que alterasse ou resolvesse aquela obra ali”, declarou.

Durante a entrevista, Rodrigues também falou sobre a influência da polarização nacional na disputa pelo Governo de Santa Catarina. Ele se definiu como um político de direita e afirmou que não pretende mudar seu posicionamento em função da disputa eleitoral.

“Eu não vou trair meus princípios jamais, não vou trair as pessoas que andaram comigo ao longo da vida”, afirmou.

Questionado sobre as pesquisas eleitorais e o cenário apontado para a disputa, Rodrigues disse que prefere aguardar o resultado das urnas. Segundo ele, levantamentos representam um retrato do momento e podem sofrer alterações ao longo da campanha.

“Enquanto o voto não cai na urna, não há eleição decidida. O eleitor fará a sua escolha”, declarou.

Ao final da entrevista, o candidato agradeceu o espaço concedido pela Cruz de Malta FM e deixou uma mensagem aos eleitores catarinenses.

“O importante é que a gente vá para a urna no domingo e faça aquela escolha que você acredita que possa surpreender e fazer mais e melhor por Santa Catarina”, afirmou.

Rodrigues também reforçou que, independentemente do resultado, a escolha dos eleitores deve ser respeitada.

Ouça a entrevista completa: