A Prefeitura de Criciúma iniciou nesta quarta-feira (2) uma ação para facilitar o descarte correto de materiais volumosos e combater o despejo irregular de resíduos em áreas públicas, terrenos baldios, rios e áreas verdes. Quatro caçambas foram disponibilizadas inicialmente nos bairros São Sebastião, Santa Luzia, Boa Vista e em uma intendência municipal.
A iniciativa busca oferecer uma alternativa aos moradores que precisam descartar materiais que não são recolhidos pela coleta domiciliar convencional, como móveis, eletrodomésticos, colchões, placas de MDF e vidros.
Segundo a diretora de Meio Ambiente da Prefeitura de Criciúma, Morgana Kjelin Mariot, a medida também tem caráter educativo e pretende conscientizar a população sobre os impactos provocados pelo descarte inadequado.
“Nós estamos fazendo esse trabalho para conscientizar as pessoas para colocarem os seus inservíveis nos pontos corretos”, explicou Morgana, em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias, da Cruz de Malta FM.
Caçambas serão transferidas para outros bairros
A diretora explicou que os equipamentos não permanecerão necessariamente nos mesmos locais. A previsão é que, após um período, as caçambas sejam retiradas e instaladas em outras regiões da cidade, ampliando gradualmente o alcance da iniciativa.
O objetivo é atender diferentes bairros e reduzir a formação de pontos de descarte clandestino.
Morgana relatou que a Prefeitura recebe diariamente denúncias e comunicações sobre materiais descartados irregularmente. Entre os casos estão sofás deixados em leitos de rios, colchões, grandes quantidades de resíduos em terrenos particulares e até utilização de áreas verdes do município para descarte de materiais provenientes de reciclagem.
Com as recentes chuvas e trabalhos de limpeza dos rios, também foram encontrados grandes volumes de resíduos, incluindo eletrodomésticos, camas e colchões.
Descarte irregular pode contribuir para alagamentos
Além do impacto visual e ambiental, o descarte incorreto pode provocar problemas na drenagem urbana. Materiais abandonados em locais inadequados podem ser carregados pela chuva e chegar às bocas de lobo e cursos d’água, contribuindo para obstruções e alagamentos.
“Esses lixos descartados de forma irregular é onde depois provoca aquelas enchentes, o entupimento das bocas de lobo”, destacou a diretora.
Fiscalização e aplicação de multas
Paralelamente à ação de conscientização, a Prefeitura mantém a fiscalização dos pontos considerados críticos. Quando o responsável pelo descarte irregular é identificado, pode ser autuado e multado.
De acordo com Morgana, as câmeras de monitoramento também têm sido utilizadas para identificar veículos envolvidos no descarte clandestino. Quando é possível identificar a placa, a autuação pode ser encaminhada ao proprietário do veículo. Em situações de flagrante, a penalização é aplicada diretamente ao responsável.
A diretora afirmou ainda que, segundo o histórico do município, não houve reincidência entre as pessoas que já foram multadas por esse tipo de infração.
Pontos de descarte clandestino continuam sendo desafio
Mesmo com a fiscalização, alguns locais acabam se tornando pontos recorrentes de descarte irregular. Morgana citou o exemplo de uma rua que possui câmeras nas duas extremidades e que precisa passar por limpeza frequente.
Segundo ela, mesmo após a retirada dos resíduos, o local volta a acumular materiais em pouco tempo. Em alguns casos, os resíduos ainda são queimados para retirada de fios e metais, aumentando os riscos ambientais.
A Prefeitura espera que a disponibilização das caçambas ajude a reduzir esse tipo de situação e ofereça aos moradores uma alternativa adequada para o descarte de materiais que não fazem parte da coleta convencional.

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