O deputado federal Valdir Cobalquini (MDB) está cumprindo agenda no Sul de Santa Catarina, com visitas a lideranças políticas e representantes do partido na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Em entrevista à Rádio Cruz de Malta FM, o parlamentar destacou o trabalho realizado nos municípios ao longo dos últimos anos, a destinação de recursos por meio de seu mandato e a mobilização para a pré-campanha à reeleição.
Segundo Cobalquini, sua atuação na região não começou apenas com a proximidade do período eleitoral. Ele afirmou que, desde a última eleição, passou a atender com frequência os municípios do Sul catarinense, especialmente após a região ficar sem representantes do MDB na Câmara Federal.
“Todos esses municípios já têm recursos liberados por parte do nosso mandato e também têm muitas visitas realizadas. Não estamos aqui apenas em período pré-eleitoral, mas há mais de dois anos construindo equipes e tratando dos interesses de cada município”, afirmou.
O deputado explicou que percorre as regiões da Amrec, Amurel e Amesc em busca de fortalecer sua base política e aproximar o mandato das lideranças locais. Conforme ele, a campanha oficial para deputado federal é curta, o que torna necessária uma agenda intensa ainda durante a pré-campanha.
“Se nós não anteciparmos um pouco esse trabalho, não dá tempo de visitar todos os municípios buscando o projeto de reeleição”, destacou.
Críticas à ausência de candidatura própria
Além da agenda regional, o deputado comentou o cenário político estadual e demonstrou insatisfação com a decisão do MDB de não lançar candidato ao Governo de Santa Catarina nas eleições deste ano.
Embora tenha afirmado que seguirá a posição oficial da legenda, Cobalquini defendeu que o partido volte a disputar o Executivo estadual nas próximas eleições.
“O time que quer permanecer na primeira divisão tem que ter candidato a governador. O MDB é um partido grande e não faz sentido não termos candidatura própria”, declarou.
Na avaliação do parlamentar, a ausência de um projeto próprio acabou dividindo o partido. Segundo ele, atualmente parte das lideranças apoia o governador Jorginho Mello, enquanto outra parcela está alinhada ao projeto de João Rodrigues.
“Hoje o partido está dividido. A maioria dos prefeitos está com o governador Jorginho Mello e quem não é prefeito apoia João Rodrigues. Isso é incômodo para o MDB”, afirmou.
“O partido perde protagonismo”
Cobalquini também afirmou que a falta de um candidato ao governo reduz a mobilização da militância e enfraquece a identidade partidária.
“Eu tenho certeza de que a grande maioria do partido gostaria de votar no número 15. O partido se apequena quando não tem candidato, perde importância, perde protagonismo e perde torcida”, disse.
Apesar das críticas, o deputado ressaltou que permanecerá alinhado às decisões da legenda e defendeu que, após as eleições, o MDB inicie um processo de reconstrução para voltar a apresentar um projeto próprio ao Governo de Santa Catarina.
“O MDB teve governadores que honraram o partido e o Estado. Precisamos voltar a oferecer uma alternativa para Santa Catarina. Não podemos ir para uma terceira eleição consecutiva sem candidato a governador”, concluiu.

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