O fechamento da Ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, segue provocando uma série de impactos na mobilidade e nos serviços públicos da região Sul de Santa Catarina. Em entrevista à Rádio Cruz de Malta FM, o prefeito de Laguna, Peterson Crippa, o Preto, relatou que a prefeitura foi comunicada pela concessionária responsável pela rodovia cerca de 50 minutos antes do bloqueio da estrutura.
Segundo o prefeito, a ligação informando sobre a interdição ocorreu às 18h10, com o aviso de que a ponte seria fechada às 19h. De acordo com ele, técnicos realizaram inspeções na estrutura após a identificação de uma falha e, desde então, o município aguarda um posicionamento definitivo sobre as condições da ponte e os próximos passos da concessionária.
Peterson Crippa destacou que, embora a ponte esteja localizada em Laguna, os reflexos da interdição atingem toda a região da Amurel. Ele ressaltou que o bloqueio compromete o deslocamento de moradores, trabalhadores e pacientes que precisam se deslocar diariamente para cidades como Tubarão e Braço do Norte.
Um dos principais impactos apontados pelo prefeito é no transporte de pacientes para tratamento fora do domicílio. Conforme explicou, antes da interdição os veículos da Secretaria de Saúde realizavam até quatro viagens diárias para Tubarão. Com o aumento do tempo de deslocamento e os desvios, esse número caiu para uma ou, no máximo, duas viagens por dia, prejudicando o atendimento à população.
Além disso, o prefeito afirmou que o tráfego intenso de caminhões nas vias marginais e nos bairros próximos à BR-101 tem causado transtornos aos moradores, afetando o trânsito local e a rotina das comunidades.
Crippa informou ainda que participaria de uma reunião com representantes da concessionária, órgãos de segurança e demais autoridades para discutir medidas durante o período de interdição, inicialmente previsto até o dia 20 de julho. Segundo ele, o objetivo é obter informações concretas sobre a situação da estrutura, alinhar ações entre os órgãos envolvidos e evitar especulações.
“O que a população precisa agora são respostas e soluções efetivas”, ressaltou o prefeito, afirmando que o momento exige decisões técnicas e coordenadas para minimizar os prejuízos causados pelo fechamento da principal ligação rodoviária da região.
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