O processo para aquisição de uma sede própria para a Câmara de Vereadores de Lauro Müller segue avançando. Em entrevista à rádio Cruz de Malta, o presidente do Legislativo, vereador Humberto Bittencourt Júnior, o Juninho (PL), explicou que a chamada pública aberta pela Câmara recebeu apenas duas inscrições, mas somente uma delas atendeu aos critérios estabelecidos no edital.
Segundo o presidente, o edital definiu uma série de exigências relacionadas à metragem, estrutura, localização e documentação do imóvel. Após o período de divulgação e inscrições, a comissão responsável realizou a análise técnica das propostas.
“A gente só teve duas salas inscritas. Uma delas foi descartada por não se enquadrar nos requisitos, principalmente pela questão da metragem. Já a outra é totalmente compatível e poderia ser uma boa estrutura para ser a sede da Câmara”, afirmou.
Agora, o processo entra em uma nova etapa. Três imobiliárias serão contratadas para realizar avaliações independentes do imóvel aprovado na chamada pública. A partir da média dos valores apresentados, o Legislativo fará uma proposta oficial ao proprietário.
“Dentre esses três orçamentos, a gente vai chegar a um número e apresentar uma proposta para o dono da sala. Se houver consenso no valor, o projeto vai para o plenário, onde os vereadores decidirão pela compra ou não do imóvel”, explicou.
Durante a entrevista, Humberto também esclareceu que o imóvel atualmente utilizado pela Câmara não participou do processo por não apresentar a documentação necessária em razão de questões jurídicas.
Outras alternativas em análise
Além da compra do imóvel selecionado, outras possibilidades passaram a ser discutidas nos últimos dias. Uma delas envolve a eventual aquisição do antigo prédio do INSS pelo município, proposta debatida em reunião entre vereadores e o Poder Executivo.
O presidente informou que não participou desse encontro por não ter sido comunicado sobre a pauta específica, mas ressaltou que pretende buscar mais informações antes de qualquer decisão.
“Acho que não é assim na correria, de um dia para o outro, para aprovar uma lei envolvendo R$ 2 milhões. Vamos entender de fato o que está acontecendo com mais calma”, destacou.
Outra proposta apresentada pelo Executivo prevê a construção de uma nova sede da Câmara em um terreno específico. Conforme Humberto, os vereadores também estão analisando essa alternativa, avaliando aspectos como metragem, estrutura e viabilidade.
Questionado sobre qual das alternativas considera mais adequada, Humberto declarou que, neste momento, sua preferência continua sendo pela aquisição do imóvel que passou pela chamada pública.
“Eu sou a favor da compra dessa sala, porque ela está pronta, precisa apenas de pequenas adequações e já temos até um projeto de como ficaria o plenário e toda a estrutura da Câmara”, afirmou.
O presidente também destacou que o espaço oferece possibilidade de ampliação futura, fator considerado importante para atender o crescimento do município nas próximas décadas.
“Temos que pensar no Legislativo daqui a 20 ou 30 anos. Os vereadores passam, mas o Legislativo fica. Se o município crescer, teremos condições de ampliar aquele espaço.”
Apesar do avanço do processo, Humberto ressaltou que os trâmites administrativos exigem cautela e transparência por envolver recursos públicos.
“A burocracia é gigantesca. Tudo é demorado, tem prazos e muita documentação. E deve ser assim para garantir transparência com o dinheiro público”, afirmou.
Segundo ele, antes da decisão final, a Câmara também pretende aprofundar as discussões sobre a proposta envolvendo o prédio do INSS. A expectativa é de que uma definição sobre a futura sede do Legislativo ocorra dentro dos próximos dois meses.
“Primeiro vamos entender essa questão do INSS em algumas reuniões. Eu diria para colocar aí uns dois meses para uma definição”, concluiu.
Ouça a entrevista completa:

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