O ex-jogador e atual diretor de futebol do Criciúma, Éder Citadin Martins, foi o convidado do programa Papo de Almoço, na sexta-feira (19), onde compartilhou histórias da carreira, os desafios enfrentados no futebol internacional e os motivos que levaram ao encerramento da trajetória como atleta profissional.
Durante a entrevista, Éder relembrou a saída precoce do Brasil rumo à Itália, ainda aos 17 anos, e falou sobre o processo de adaptação em diferentes culturas e mercados do futebol, como a China. O ex-atacante também contou bastidores da passagem por grandes clubes europeus, incluindo a Inter de Milão, além da convivência com treinadores renomados que marcaram sua carreira.
Um dos principais assuntos abordados foi a decisão de pendurar as chuteiras. Éder explicou que o encerramento da carreira aconteceu principalmente por conta das limitações físicas que já afetavam seu desempenho dentro de campo.
O ex-jogador revelou que convivia com uma lesão nas costas e dores constantes, situação que exigia infiltrações frequentes para que pudesse atuar. Segundo ele, durante as partidas, a dor aparecia principalmente nos momentos de arrancada, característica marcante do seu estilo de jogo.
Éder contou que, muitas vezes, precisava deixar o campo por volta dos 60 minutos, justamente no momento em que sua capacidade de atacar espaços e contribuir ofensivamente poderia fazer diferença.
Além das dificuldades durante os jogos, o problema também afetava a rotina de treinamentos. O excesso de infiltrações e o uso de medicamentos impediram que ele realizasse trabalhos de força na academia da forma como estava acostumado, comprometendo a preparação física para as partidas.
O ex-atleta relatou ainda a frustração de não conseguir entregar o rendimento que esperava de si mesmo. Segundo ele, chegava em casa incomodado por sentir que poderia fazer mais, mas o corpo já não respondia da mesma maneira.
Éder afirmou que não queria prolongar a carreira apenas para participar dos minutos finais das partidas ou atuar somente em determinadas situações. A decisão também levou em consideração a preocupação com a saúde a longo prazo. Um companheiro de equipe, Hermes, chegou a alertá-lo sobre os riscos do excesso de medicamentos e infiltrações.
Na época da decisão, o Criciúma ocupava a 12ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 24 pontos. Éder avaliava que a equipe estava bem encaminhada na luta pela permanência na Série A e que precisava de poucos pontos para alcançar o objetivo.
Após conversar com o técnico Cláudio Tencati e com o presidente do clube, o jogador anunciou a decisão e realizou sua despedida dos gramados diante do Atlético Mineiro, em agosto de 2024.
Agora, Éder segue ligado ao Criciúma, mas em uma nova função. O ex-atacante assumiu o cargo de diretor de futebol e utiliza a experiência acumulada em anos de carreira para ajudar no planejamento e na gestão do clube.

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