A Facisc lançou nesta quinta-feira (28) a segunda edição do Mapa do Agronegócio Catarinense, estudo que reúne dados econômicos, produtivos e de comércio exterior para traçar um panorama atualizado da força do setor no Estado e no país.
O levantamento confirma o protagonismo catarinense no agronegócio nacional. Santa Catarina aparece entre os cinco maiores produtores do Brasil em mais de 50 segmentos do setor e lidera a produção nacional em 12 cadeias produtivas.
Além disso, o Estado ampliou sua presença em produtos com maior valor agregado e reconhecimento de origem. Desde 2024, Santa Catarina conquistou quatro novos selos de indicação geográfica, certificação que reconhece qualidade, tradição e características únicas de produtos regionais.
A economista da Facisc, Mariana Guedes, participou do programa Cruz de Malta Notícias nesta quinta-feira e destacou que o Estado ocupa posição de destaque mesmo diante de grandes polos agrícolas brasileiros.
“Santa Catarina é o quinto maior produtor do agronegócio no país. Então, estamos entre os cinco maiores, na frente de muitos estados do Centro-Oeste e do Nordeste, que são grandes produtores”, afirmou.
Segundo Mariana, o estudo também revelou a relevância do agro catarinense na geração de empregos. Em números absolutos, Santa Catarina é o sexto Estado com maior quantidade de trabalhadores no setor. Já quando o indicador é proporcional à população, o Estado lidera o ranking nacional.
“Quando a gente padroniza pela população, para comparar banana com banana, nós descobrimos que Santa Catarina acaba sendo o que mais tem empregados no agronegócio per capita. São 195 trabalhadores a cada mil habitantes”, explicou.
O estudo aponta ainda que a diversidade produtiva é um dos principais fatores para o desempenho catarinense. De acordo com a economista, diferentes regiões do Estado apresentam destaque em variados segmentos do agro.
“Todas as regiões catarinenses se destacam em vários produtos do agronegócio, não é só o Oeste. Norte, Vale do Itajaí têm vários produtos que a gente se destaca em relação à produção nacional”, comentou.
Ela também ressaltou a força produtiva da Grande Florianópolis, que vai além da produção de ostras.
“Temos a quinta maior produção de cebola do país e também estamos entre os 10 maiores em máquinas para fabricar têxtil e confecção”, destacou.
A nova edição do Mapa do Agro amplia a metodologia do levantamento e passa a considerar estimativas e análises para todos os estados brasileiros. Entre os indicadores analisados estão produção, emprego, empresas e comércio exterior.
O estudo utiliza dados de instituições como IBGE, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Ministério do Trabalho e Emprego e Receita Federal.
Outro destaque da edição de 2026 é a inovação no campo. O levantamento apresenta o papel do ecossistema de startups ligadas ao agronegócio como diferencial competitivo para o setor catarinense.
Para Mariana Guedes, o desempenho do agro catarinense está diretamente ligado à capacidade de adaptação e inovação dos produtores.
“Toda essa diversidade produtiva é possível graças ao empresariado e aos pequenos agricultores familiares que, mesmo enfrentando dificuldades e altos custos de produção, estão sempre se arriscando, inovando, automatizando a produção e gerando esse tão rico agronegócio que nós temos”, concluiu.

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