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São Miguel da Boa Vista supera meta da vacinação contra a gripe em SC com busca ativa e vacinação domiciliar

A baixa adesão à vacinação contra a gripe em Santa Catarina acendeu um alerta na reta final da campanha estadual. Até o momento, apenas o município de São Miguel da Boa Vista, no Extremo Oeste catarinense, conseguiu ultrapassar a meta vacinal entre os grupos prioritários, alcançando mais de 93% da população-alvo imunizada.

Enquanto isso, 137 municípios catarinenses ainda registram cobertura abaixo de 40%. A campanha de vacinação segue até o próximo domingo, dia 31, e a Secretaria de Estado da Saúde reforça a necessidade de intensificar a busca ativa do público prioritário.

Entre os grupos que devem receber a vacina estão idosos, gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com comorbidades e outros públicos mais vulneráveis às formas graves da gripe.

Em entrevista ao Cruz de Malta Notícias desta terça-feira (26), a enfermeira e coordenadora da unidade de saúde, Daiane Cristina Teixeira, atribuiu o resultado ao trabalho coletivo da equipe de saúde do município.

Segundo ela, o planejamento começou antes mesmo do início oficial da campanha. “Eu acredito que seja realmente o trabalho em equipe. Antes de começar a campanha, a gente já se reuniu, conversou em equipe, tiramos as listas nominais de toda a população cadastrada que precisava ser vacinada e iniciamos realmente uma busca ativa”, explicou.

A estratégia envolveu agentes comunitários de saúde, ligações telefônicas, agendamentos via WhatsApp e orientação direta à população sobre a importância da imunização. A coordenadora destacou ainda que o município relembrou os impactos enfrentados nos últimos anos devido ao aumento das internações por doenças respiratórias.

“Nos últimos anos a gente vem tendo muita internação, falta de leitos. Isso a gente foi trabalhando com a população já logo no início da campanha”, afirmou.

Outro diferencial apontado pela enfermeira foi o atendimento domiciliar para alcançar pessoas resistentes à vacinação. “Os mais resistentes a gente acabou indo fazer vacinação nos domicílios. Ia técnico junto com o agente comunitário de saúde lá na residência ofertar a vacina”, relatou.

Apesar de reconhecer que o porte pequeno da cidade ajuda no contato com a população, Daiane ressaltou que o resultado só foi possível graças à atuação direta das equipes.

“Sem isso, se a gente fica só esperando eles virem e divulga só nas mídias, eles não vêm. O grande diferencial realmente foi buscar eles através do agente comunitário de saúde”, destacou.

Ela também comentou sobre a importância do envolvimento de todos os profissionais da unidade para convencer os pacientes sobre a necessidade da imunização.

“Dentro de uma equipe a gente tem poderes diferentes de convencimento. Tem paciente que acredita mais no enfermeiro, tem paciente que só acredita no que o médico fala, e tem aquele que tem uma história de muito tempo com determinados técnicos ou com o próprio agente de saúde. Então, a gente tem que abordar eles de várias maneiras até conseguir convencê-los”, completou.