A passagem do governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, por Santa Catarina movimentou os bastidores da política catarinense nesta semana. Durante entrevista à Rádio Cruz de Malta FM, o deputado federal Gilson Marques comentou as recentes declarações de Zema envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e negou qualquer crise entre o Novo e o PL no estado.
Segundo Gilson Marques, o desconforto gerado pelas declarações está restrito ao cenário nacional e à disputa presidencial, sem reflexos diretos na composição política catarinense.
O parlamentar destacou que a crítica feita por Zema foi direcionada a um nome específico e não ao Partido Liberal como um todo. Para ele, há uma interpretação equivocada de que críticas individuais representem rompimentos partidários.
Durante a entrevista, Gilson também comentou a ausência de registros públicos entre Zema e Adriano Silva, durante a visita ao estado. O deputado afirmou acreditar que a ausência ocorreu por conflitos de agenda e descartou qualquer relação com as recentes declarações.
Outro tema abordado foi o cenário eleitoral de 2026. Gilson Marques confirmou que deve disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, após avaliar a inviabilidade de uma candidatura ao Senado diante da atual composição da direita catarinense.
Segundo ele, o número elevado de pré-candidatos ao Senado poderia dividir votos e favorecer candidaturas da esquerda.
Gilson Marques também demonstrou resistência à possibilidade de candidaturas ao Senado de políticos sem ligação direta com Santa Catarina, como o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro. Segundo ele, diferente da Câmara Federal, o Senado deve representar os interesses específicos do estado, exigindo conhecimento profundo da realidade catarinense.

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