Representantes do Grupo Técnico de Assessoramento à Execução da Sentença (GTA) da Ação Civil Pública (ACP) do Carvão participaram, na última semana, de uma missão técnica internacional nos Estados Unidos. A comitiva esteve no estado da Virgínia Ocidental (West Virginia), onde acompanhou um dos principais eventos mundiais voltados à drenagem ácida de minas e realizou visitas técnicas em áreas de recuperação ambiental e operações de mineração.
A programação incluiu participação em workshop técnico sobre tratamento de drenagem ácida com uso de software especializado, além de visitas organizadas pelo Departamento de Proteção Ambiental da Virgínia Ocidental (WVDEP) e empresas do setor mineral norte-americano.
Durante a missão, os representantes brasileiros conheceram estruturas de tratamento de drenagem ácida, áreas em processo de reabilitação ambiental, minas em operação e projetos de reaproveitamento de áreas no pós-mineração. O grupo também acompanhou iniciativas ligadas ao uso de rejeitos carbonosos para geração de energia e ações de desenvolvimento econômico em regiões anteriormente impactadas pela atividade mineradora.
Segundo os participantes, a experiência possibilitou contato com soluções já consolidadas nos Estados Unidos que podem contribuir com os projetos ambientais desenvolvidos no Sul catarinense.
Integrante da comitiva, o engenheiro ambiental da Carbonífera Catarinense, Eduardo Rabelo, falou sobre a experiência durante entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias desta terça-feira (12).
De acordo com ele, a nova missão surgiu após os resultados positivos obtidos em uma visita técnica anterior realizada em 2025.
“Então, devido ao sucesso daquela que teve em meados ali de 2025 e que teve bastante efeito prático para quem acompanha aí a ACP do Carvão, principalmente na questão do descomissionamento e antecipação de uso dessas áreas para os proprietários, a juíza que conduz toda essa ACP do Carvão ficou muito interessada no que viu lá e quis fazer outra”, relatou.
Rabelo destacou ainda que a viagem permitiu unir a participação no simpósio internacional sobre águas ácidas com visitas em campo para observação prática das técnicas aplicadas pelos norte-americanos.
“Então a gente visitou áreas em processo de recuperação, áreas mineradas a céu aberto, estação de tratamento de efluente, minas em operação e o mais interessante é que o que a gente viu que eles fazem lá, muita coisa a gente já faz aqui também. Então só nos mostra que a gente está no caminho certo”, afirmou.
A missão técnica reforça o intercâmbio de conhecimento entre Brasil e Estados Unidos em relação à recuperação ambiental de áreas impactadas pela mineração, especialmente no contexto da ACP do Carvão, considerada uma das maiores ações ambientais do país.

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