A recorrência de acidentes graves e fatais na rodovia SC-108 motivou o surgimento de um novo movimento de mobilização social que busca transformar indignação em ação. O movimento SC-108 Pela Vida reúne moradores, motoristas e lideranças em defesa de melhorias urgentes na via.
A iniciativa surge em meio ao sentimento coletivo de revolta diante da falta de ações efetivas por parte dos órgãos responsáveis. A proposta é clara: pressionar o poder público por intervenções que aumentem a segurança no trecho, considerado crítico por quem utiliza a rodovia diariamente.
Um dos responsáveis pelo movimento, Lucas Mattos Gonçalves, destacou em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias, nesta segunda-feira (4), que a mobilização é resultado direto da repetição de tragédias.
Segundo ele, os acidentes têm ocorrido com frequência alarmante, sem que haja respostas concretas por parte do Estado. “Esse movimento parte da indignação. Nós vemos acidentes ocorrendo repetidamente nesse trecho, que é bastante perigoso, e infelizmente não vemos iniciativa do poder público para encontrar soluções”, afirmou.
Lucas também ressaltou que, embora a imprudência de motoristas seja um fator, existem medidas estruturais que poderiam ser adotadas para reduzir os riscos, como melhorias na sinalização e intervenções mais amplas na rodovia.
A recente morte registrada no local reforçou a urgência do tema e reacendeu o debate. Para o representante do movimento, o problema é que a discussão costuma ganhar força apenas após novas fatalidades. “Não podemos esperar outra tragédia para agir. Famílias estão perdendo entes queridos, e isso também é reflexo da negligência de quem poderia tomar medidas”, declarou.
Ele ainda relembrou que, em 2024, um abaixo-assinado já havia sido encaminhado às autoridades, com promessas de ações paliativas e estudos técnicos para soluções definitivas. No entanto, segundo Lucas, nenhuma medida concreta foi implementada até agora. “Sequer uma pintura de faixa foi feita. Se deixarmos, mais uma vez o assunto cai no esquecimento”, alertou.
O movimento agora busca ampliar o alcance da mobilização por meio de um novo abaixo-assinado, além do engajamento nas redes sociais. A proposta é reunir o maior número possível de apoiadores para pressionar por mudanças reais e imediatas.
A campanha convida a comunidade a participar ativamente: assinando o documento, compartilhando a iniciativa e fortalecendo a cobrança por segurança.

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