O mercado de trabalho formal no Sul de Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de 7.704 vagas, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do resultado positivo, o desempenho foi o mais fraco para o período desde 2020, ano impactado diretamente pela pandemia da Covid-19.
Ao longo do ano, a principal característica da geração de empregos na mesorregião foi a oscilação. Os meses de janeiro e fevereiro apresentaram os melhores resultados, com saldo positivo também em março e abril. O primeiro recuo foi registrado em maio. Entre junho e setembro, o saldo voltou a ser positivo, porém em níveis inferiores aos observados no mesmo intervalo de 2024.
Nos últimos meses do ano, o movimento de desligamentos se intensificou. Novembro e dezembro fecharam com saldo negativo, sendo que somente em dezembro foram encerrados 5.196 postos de trabalho com carteira assinada no Sul do Estado.
Na Região Carbonífera, o saldo acumulado de janeiro a dezembro de 2025 ficou positivo em 2.093 empregos formais, igualmente o menor resultado desde 2020. No mês de dezembro, a região registrou saldo negativo de 2.446 vagas.
Todos os 12 municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) apresentaram redução no estoque de empregos no último mês do ano. Treviso teve a menor variação negativa, com queda de 0,07%, enquanto Balneário Rincão registrou a maior retração, de 2,98%.
Os números e o cenário do mercado de trabalho regional foram comentados pelo economista Leonardo Alonso Rodrigues, consultor da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), em entrevista concedida ao programa Cruz de Malta Notícias, nesta quinta-feira (5).

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