A queda de um balão em Praia Grande, no último sábado, dia 21, deixou um cenário de dor e comoção. Oito pessoas perderam a vida e outras cinco ficaram feridas em um dos episódios mais trágicos já registrados no turismo de aventura no Brasil. O acidente repercutiu não só em nível nacional, mas também internacionalmente, lançando luz sobre os desafios da regulamentação do setor.
O município de pouco mais de 8 mil habitantes, conhecido como a “cidade dos cânions”, vive agora um momento de luto e reflexão. Localizada na divisa com o Rio Grande do Sul, Praia Grande é referência em turismo de natureza e tem no balonismo uma de suas principais atrações e fonte de renda.
Além das belezas naturais, como os parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, a cidade atrai visitantes com atividades como trilhas, cavalgadas e voos panorâmicos de balão. Só em junho do ano passado, durante um evento especial, mais de 150 balões sobrevoaram o município em apenas quatro dias — um recorde histórico que consolidou o destino como um dos mais procurados do Sul do país.
Agora, com a tragédia, o foco se volta para a segurança. As investigações estão em curso, com apoio da Polícia Civil e do Governo de Santa Catarina. A principal linha de apuração busca esclarecer se o acidente foi provocado por falha humana ou falha técnica no equipamento.
Paralelamente, a Prefeitura de Praia Grande já iniciou diálogo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para discutir medidas de regulamentação e fiscalização mais rigorosas, com o objetivo de evitar novos acidentes e preservar o futuro da atividade turística.
Em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias, o secretário de Turismo de Praia Grande, Henrique Maciel, comentou os desdobramentos da tragédia. Ele reforçou o compromisso do município em buscar soluções rápidas e eficazes, garantindo mais segurança para turistas e operadores, sem deixar de lado a importância econômica e simbólica que o balonismo representa para a cidade.

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