Após o segundo incêndio em 12 dias na prefeitura de Criciúma, no último domingo, as equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Geral de Perícias (IGP) fizeram perícias no local em busca de determinar o que teria iniciado as chamas. Tanto o IGP como o Corpo de Bombeiros descartam a hipótese de incêndio criminoso.
Questionado sobre as perícias que descartaram a hipótese de incêndio criminal, o delegado Márcio Campos Neves, da Polícia Civil, disse que no momento prefere não se manifestar. Ele explica que a polícia continua o trabalho de investigação, ouvindo testemunhas, checando informações e analisando imagens do momento do incêndio. A equipe aguarda os laudos dos peritos para formalizar os depoimentos e, só então, manifestar uma conclusão.
Na segunda-feira, as equipes fizeram vistorias e, em um primeiro momento, uma avaliação de risco na estrutura, que ficou colapsada na parte superior. Definida a estratégia de trabalho, o Corpo de Bombeiros colheu depoimentos de testemunhas que estiveram no paço no domingo. Nesta quarta-feira, a equipe concluiu, a partir dos depoimentos e da perícia, que a causa é termoelétrica.
— Agora é descobrir a subcausa. Levantamos várias hipóteses: queda de tensão, contato imperfeito, sobrecarga, sobretensão, falta de manutenção, circuitos. Para cada hipótese, vamos detalhar o que era possível ou não para ser verificado — disse o Tenente Coronel Edson Luis Biluk, do Corpo de Bombeiros.
No local não foi encontrado qualquer indício de que tenha sido criminoso.
— Teoricamente, para nós, estaria descartada a hipótese de ter sido intencional. No foco inicial não constatamos nada que pudesse caracterizar alguma intenção de incêndio — completou Biluk.
Com trabalho conjunto desde o primeiro incêndio, em 27 de maio, o IGP chegou à mesma conclusão que o Corpo de Bombeiros, sem encontrar qualquer indício criminal no prédio.
— A gente trabalha com o que se consegue encontrar no local. No foco do incêndio não foi encontrado nada de criminal. Mas a parte de investigação da Polícia Civil continua e caso eles encontrem alguns indícios eles podem partir para esse lado — apontou coordenador do IGP de Criciúma Norton Santos Machado.
Diário Catarinense

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