O Sinte/SC optou por desconsiderar a proposta do governo estadual para o encerramento da greve dos professores e cancelar a assembleia marcada para amanhã.
Na reunião, poderia ser colocado em votação o final da greve, iniciada em 24 de março. Para os sindicalistas, o documento encaminhado pelo Centro Administrativo não oferece garantias aos grevistas, já que condiciona as negociações ao encerramento do movimento.
Dessa forma, o comando de greve afirmou que ou o governo negocia com os grevistas ou o movimento vai continuar até o final do ano, mesmo que a adesão caia. Mesmo sem o sindicato encarar como reabertura do diálogo, governo e Sinte voltaram a conversar na segunda-feira da semana passada, quando foi realizada uma reunião intermediada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Na ocasião, foi solicitado ao Sinte o envio de um documento com as condições para encerrar o movimento grevista. Este foi entregue ao governo na terça-feira passada. Entre os itens estava a criação de uma mesa de negociações para discutir o novo plano de carreira, anistia a faltas e aplicação do reajuste de 13% dado ao piso salarial sobre toda a carreira.
A contraproposta do governo foi entregue na quinta-feira, admitindo a mesa de negociação, mas incluindo as demais demandas na pauta desse grupo de discussão, o que fez os sindicalistas entenderem que o governo repete o gesto de 2012, quando condicionou as negociações ao fim da greve. Hoje, o Sinte estima que a greve tenha adesão de 25% a 30% dos profissionais no Estado. Conforme a informação do governo estadual, porém, o percentual de grevistas seria de 10%.
O Sinte também decidiu cancelar a assembleia estadual marcada para amanhã. Em vez disso, o Sinte vai promover um ato na Praça Tancredo Neves, em Florianópolis, com a presença de professores grevistas de todas as regionais do sindicato. Também está mantida a ocupação do saguão da Assembleia Legislativa, que completa uma semana hoje e é liderada pelas regionais de Florianópolis e São José.
Diário do Sul

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