A urna que apresentou defeito no primeiro turno das eleições deste ano passará pelos mesmos procedimentos já estabelecidos na tentativa da recuperação dos 287 votos perdidos no primeiro turno, no dia de 5 outubro. O equipamento estava na escola Tranquilo Pissete, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Içara, quando apresentou o defeito.
Conforme o Engeplus, após a constatação do problema, os votos passaram a ser computados em cédulas de papel. Foram 43 votos manuais no total. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) havia realizado um pedido para que a corte superior enviasse um técnico especializado em criptografia para atuar na perícia marcada em audiência pública nesta quarta-feira, dia 5.
No entanto, houve a recusa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois a convocação da audiência foi realizada sem o conhecimento do tribunal. Sem os técnicos do TSE, a audiência permanece marcada para esta quarta-feira, às 13 horas. A tentativa de recuperação dos votos estão ligados ao candidato à reeleição ao cargo de deputado estadual, Dóia Guglielmi. Do equipamento da seção de número 458 não foram computados 287 votos.
Segundo o advogado de Guglielmi, Carlos Antônio Fernandes de Oliveira, nestes votos não lidos podiam estar os 38 restantes que elegeriam o candidato. A defesa sustenta o argumento de que os votos não processados podem mudar o quadro das eleições, tendo em vista que Içara é o reduto eleitoral do candidato. Ainda de acordo com Oliveira, os advogados e o próprio Dóia Guglielmi estarão presentes nesta quarta-feira acompanhando os desfechos da perícia no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Florianópolis.

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